Na aula do dia 11 de outubro de 2011 houveram as apresentações dos seminários a respeito da unidade 2. O que mais me chamou a atenção foram os seminários sobre a Matemática Moderna e sobre a Etnomatemática.
Daquilo que foi discutido sobre Matemática Moderna considerei muito pertinente os comentários acerca de como o movimento estava fadado ao insucesso desde o início, pois os índices de reprovação escolar já eram muito altos e obviamente só viria a aumentar com a implantação dessa abordagem do conteúdo escolar de matemática.
Em contrapartida, o seminário sobre Etnomatemática mostrou que a mesma é talvez o caminho ideal para pensarmos em como ensinar matemáticas.
Foi muito interessante o exemplo da tribo indígena norte-americana, principalmente o "jogo da onça" (na imagem acima) que o grupo de colegas trouxeram para ilustrar um pouco da cultura da tribo.
Discussão sobre ensino
Discussões sobre ensino
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
terça-feira, 11 de outubro de 2011
As propostas em papel e as experiências efetivas
Lendo o texto coletivo mais especificamente o texto que trata das Propostas curriculares de Santa Catarina escrito pelos colegas Celestino, Luiz Arthur, Luis Henrique, Vanessa e Monike, pude lembrar da minha experiência como docente em escola pública estadual, onde muitas vezes não encontramos condições para um bom desenvolvimento da função de docente.
Ao vivenciar tais situações vemos que o ensino da matemática esbarra em algumas questões cruciais como abordadas no texto coletivo que são a falta de condições materiais ou de salários mais condizentes com a própria profissão de docente.Com base em minha experiência observei algumas condições de falta de materiais, como por exemplo, os alunos da escola onde trabalhei não tinham acesso ao livro didático o que causava um stress desnecessário no processo de ensino aprendizagem, já que perdia-se muito tempo com o simples fato de copiar os exercícios. Outro ponto negativo é o baixo salário que não motiva o professor a tentar superar as condições adversas encontradas no dia-a-dia da sala de aula.
Assim percebemos que há um certo desequilibrio entre o que é proposto em papel e o que realmente se observa na prática.
Relação entre cultura e currículo: uma perspectiva problematizadora
Como e o que pensar da relação entre currículo e cultura? O que podemos propor a respeito dessa relação?
É interessante em primeiro lugar sabermos que tipo de concepção temos de currículo e de cultura.
Conforme nossa concepção o currículo precisa ser concebido como contrução. Isso significa entender que ele é fruto de cortes e "ajustes" que se amoldam a determinado "projeto de discurso", e por isso não são em nenhum momento da sua contrução "neutros" e isentos de intenções específicas por parte do seu produtor.
A cultura por outro lado pode ser vista como as experiências que vivenciamos em sociedade e que está portanto restrita a determinado tempo e espaço. Ou seja, a cultura engloba todas as manifestações humanas sejam as artísticas, as científicas, as religiosas, as filosóficas ou de costumes.
Disso podemos propor a questão: a cultura está realmente representada nos currículos ou seria somente um caso de "adaptação" à certos interesses que subjazem a criação dessa ideia de cultura?
Para pensarmos sobre isso é importante que não esqueçamos desse caráter seletivo e carregado de intenções específicas que a cultura escolar representa. A partir desse posicionamento, fica difícil de acreditarmos que a relação entre currículo e cultura seja dado como um ponto pacifico sem mais discussões, pois sabemos que toda e qualquer seleção implica como contra parte em exclusão. Portanto, temos que ter consciência desse processo e devemos procurar dentro de nossas condições aplicar saídas que realmente possam contribuir para a abertura de novos horizontes da cultura.
É interessante em primeiro lugar sabermos que tipo de concepção temos de currículo e de cultura.
Conforme nossa concepção o currículo precisa ser concebido como contrução. Isso significa entender que ele é fruto de cortes e "ajustes" que se amoldam a determinado "projeto de discurso", e por isso não são em nenhum momento da sua contrução "neutros" e isentos de intenções específicas por parte do seu produtor.
A cultura por outro lado pode ser vista como as experiências que vivenciamos em sociedade e que está portanto restrita a determinado tempo e espaço. Ou seja, a cultura engloba todas as manifestações humanas sejam as artísticas, as científicas, as religiosas, as filosóficas ou de costumes.
Disso podemos propor a questão: a cultura está realmente representada nos currículos ou seria somente um caso de "adaptação" à certos interesses que subjazem a criação dessa ideia de cultura?
Para pensarmos sobre isso é importante que não esqueçamos desse caráter seletivo e carregado de intenções específicas que a cultura escolar representa. A partir desse posicionamento, fica difícil de acreditarmos que a relação entre currículo e cultura seja dado como um ponto pacifico sem mais discussões, pois sabemos que toda e qualquer seleção implica como contra parte em exclusão. Portanto, temos que ter consciência desse processo e devemos procurar dentro de nossas condições aplicar saídas que realmente possam contribuir para a abertura de novos horizontes da cultura.
Assinar:
Postagens (Atom)


