Pensar a escola nao mais como uma instituição puramente reafirmadora da cultura ocidental européia, mas como centro de encontro e de interação cultural é uma questão que precisa ser posta em debate para todo professor, ou melhor, para todo futuro professor.
Indagar-se enquanto futuro professor e instrumento do sistema, que privilegia um determinado e fechado locus, é de suma importancia.
A questão que se impõe portanto é: De que forma tratar em sala de aula da multiplicidade cultural, e como evitar legitimar o conceito, importante na otica conservadora, de uma suposta igualdade?
Promover a busca, o diálogo, o confronto, dar espaço para a multiplicidade de culturas, trazer enquanto agente da memória e agente das inovações novos viéses.
Dar voz ao contraste, ao cruzamento de ideias, às culturas. O professor precisa antes de tudo ser múltiplo para então poder se, na busca do utópico, o agente de uma nova era.
Discussão sobre ensino
Discussões sobre ensino
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
A escola como palco de experiências sociais
A escola excede em muito o simples papel de ser o mecanismo de reprodução do conhecimento legitimado, ela é em suma o espaço de socialização e aprendizagem da complexa estrutura social e de suas inerentes contradições.
Conforme Perez "os alunos aprendem e assimilam teorias, disposições e condutas não apenas como consequência da transmissão e intercâmbio de ideias ou conhecimentos explícitos no currículo oficial, mas também e principalmente como consequência das interações sociais de todo tipo que ocorrem na escola ou na aula" (grifos nossos). Ou seja, a escola é, para além de uma instituição conservadora e reprodutora, o lugar onde se dá a primeira experiência social.
O processo de socialização da escola possui portanto a pretensão de doutrinar e inculcar no aluno a partir de representações particulares e dominantes. A representação democrática, ou, a ideologia do individualismo, é uma desses representações inculcadas no processo socializante. A esse ideologia contrapõe-se a real interação do aluno com práticas distintas, ou com representações culturais dispares. É nesse interstício, - no processo de socialização onde de um lado está a ideologia do individualismo, e de outro a da interação, a da troca, a da experiência do outro, - que a escola deve trabalhar.
O dever da escola deve ser voltado para a promulgação desse momento de reconstrução do conhecimento, onde se possa vivenciar o intercâmbio, a troca, enfim, alargar os pontos de vistas, e com isso gerar verdadeiramente cidadãos críticos.
Conforme Perez "os alunos aprendem e assimilam teorias, disposições e condutas não apenas como consequência da transmissão e intercâmbio de ideias ou conhecimentos explícitos no currículo oficial, mas também e principalmente como consequência das interações sociais de todo tipo que ocorrem na escola ou na aula" (grifos nossos). Ou seja, a escola é, para além de uma instituição conservadora e reprodutora, o lugar onde se dá a primeira experiência social.
O processo de socialização da escola possui portanto a pretensão de doutrinar e inculcar no aluno a partir de representações particulares e dominantes. A representação democrática, ou, a ideologia do individualismo, é uma desses representações inculcadas no processo socializante. A esse ideologia contrapõe-se a real interação do aluno com práticas distintas, ou com representações culturais dispares. É nesse interstício, - no processo de socialização onde de um lado está a ideologia do individualismo, e de outro a da interação, a da troca, a da experiência do outro, - que a escola deve trabalhar.
O dever da escola deve ser voltado para a promulgação desse momento de reconstrução do conhecimento, onde se possa vivenciar o intercâmbio, a troca, enfim, alargar os pontos de vistas, e com isso gerar verdadeiramente cidadãos críticos.
domingo, 4 de setembro de 2011
Apresentação
O presente blog foi criado para servir de suporte à discussões de questões referentes a didática e ao ensino.
Nosso objetivo é expor uma visão sobre os temas estudados na disciplina de Didática, servindo assim como uma espécie de registro permanente dos conteúdos discutidos em aula.
Iremos, ao longo do semestre, portanto, propor algumas ideias que venham a permitir um momento de reflexão crítica do ensino.
Iniciativa: professora Jane Bittencourt e graduandos de Licenciatura - Matemática, UFSC.
Disciplina: Didática E.
Nosso objetivo é expor uma visão sobre os temas estudados na disciplina de Didática, servindo assim como uma espécie de registro permanente dos conteúdos discutidos em aula.
Iremos, ao longo do semestre, portanto, propor algumas ideias que venham a permitir um momento de reflexão crítica do ensino.
Iniciativa: professora Jane Bittencourt e graduandos de Licenciatura - Matemática, UFSC.
Disciplina: Didática E.
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